Dia 02/05 tivemos assembleia convocada pelo sindicato e não pude comparecer, em razão da perda de uma prima. No dia seguinte, soube pelos grupos de zap que um senhor, colega nosso com formação jurídica, levou documentos e acusou o SISIPSEMG de ter entrado com uma ação judicial para retornar a contribuição confederativa que caiu com a Reforma Trabalhista. Contaram ter havido bate boca com a direção do SISIPSEMG e que foi um fuzuê.
A princípio não me importei. Todos os sindicatos fizeram isso, mas só obtiveram ganho de causa aqueles cujos trabalhadores pediram, em assembleia, a volta do desconto.
Fui procurar saber quem era o tal senhor e me disseram tratar-se de Hugo Marcondes, colega que todos respeitam pela competência e profundo conhecimento do IPSEMG. Uma pessoa, de fato, ímpar. Porém, nunca afeito a comparecimentos espalhafatosos em assembleias do sindicato. Achei muito estranho isso.
Pedi um amigo que obtivesse cópia da ação em que o sindicato pede o desconto de volta. O susto foi enorme. No processo foi juntada ata de uma assembleia da categoria pedindo de volta a contribuição federativa, ocorrida em 19/01/2018. Como assim?! Eu vivo com nariz pregado no site do Sisipsemg e não vi isso??? Pesquisei mais um pouco e descobri que:
1) Todas convocações para as assembleias são publicadas nas redes sociais do sindicato, bem como, logo após, são publicadas fotos da assembleia; exceto a do dia 19 de janeiro: não houve convocação em rede social nem foi postado fotos da mesma.
2) Nenhuma (raríssimas) convocação para assembleia é publicada no Diário Oficial; exceto a do dia 19 de janeiro: foi publicada dia 18.
3) Nenhuma (raríssimas) assembleia ocorre nas dependências do Sindicato, mas sim na porta do HGIP ou outro local onde caibam muitas pessoas; exceto a do dia 19 de janeiro: foi realizada "a portas fechadas" na Sede da entidade.
É certo que a lei não aponta como deve ser feita a convocação e desde que ela exista, a assembleia é válida. Porém, os 3 itens acima apontam indícios de má-fé e é impossível ficar assistindo o Sindicato (pela milionésima vez) nos fazer de trouxas.
Juntei provas de tudo e ia procurar o Ministério Público hoje, dia 04. Porém, lembrei que havia visto no cópia do processo que a audiência para retorno da contribuição seria hoje cedo. Então, fiz diferente: fiz denúncia no MP pelo site da entidade e hoje cedo fui à Justiça do Trabalho e levei tudo para o advogado do IPSEMG usar contra o Sindicato, no momento oportuno (a audiência de hoje não iria discutir o mérito da questão).
Claro que fervi de ódio ao ver a falcatrua que fizeram. Mas também fervi de indignação. Por que o colega Hugo Marcondes, advogado de primeira linha em se tratando de assuntos do IPSEMG, não tomou as providências que tomei, ao invés de fazer fuzuê em assembleia? Tem algo no ar que ainda não entendi...
Em privado, recebi várias manifestações: que ele está com o IPSEMG-FORTE e o pessoal da Chapa 2, querendo tomar o Sindicato para depois obter cargos na Administração do Instituto; que ele é amigo da Direção do SISIPSEMG e que aquilo não passou de teatro e mais um tanto de coisa. Sinceramente, não sei. Só sei que de fato, ele poderia ter denunciado no MP e encaminhado à Procuradoria e não o fez. Isso por si só me causa estranheza.
Bom, é isso! Agora os documentos estão no MP e com o advogado do processo. Se vai dar em algo, não sei. Ando muito decepcionada com Ministério Público e outras instituições, um dos motivos da minha pré-candidatura.
Abaixo, a ata da tal assembleia em que "nós" consentimos pelo retorno da contribuição sindical confederativa, por unanimidade.

